“Casas de Brasileiro” no Museu

A partir do próximo dia 23 de fevereiro e até 7 de abril, o fotógrafo Júlio de Matos apresenta no Museu de Lamego “um país imaginário e ficcional, com um ligeiro sabor a trópicos”. Sob a forma de fotografia, as “Casas de Brasileiro” tomam forma numa exposição que mostra a influência que os emigrantes retornados do Brasil tiveram na modernização da arquitetura portuguesa na transição para o século XX e que traz de novo as Casas de Brasileiro fotografadas em Lamego.

“[Lamego e as] Casas de Brasileiro” parte do trabalho fotográfico de investigação documental do também arquiteto Júlio de Matos, que desde muito cedo se apaixonou pela fotografia. Nesta exposição, que constitui uma espécie de repositório da arquitetura de torna-viagem, é possível “viajar” por casas apalaçadas, com a exuberância presente nos portões com monogramas e sacadas, nos frontões esculpidos, no mármore, nos átrios revestidos de azulejos ou nos estuques trabalhados, lado a lado com a madeira do Brasil.

Constituindo ao mesmo tempo uma homenagem aos construtores e proprietários destas arquiteturas, “[Lamego e as] Casas de Brasileiro” acrescenta à exposição inicial, como o próprio título o denuncia, casas de brasileiro construídas em Lamego, através do olhar o fotógrafo.

É o resultado deste olhar, sensível, que será possível ver no Museu de Lamego durante cerca de dois meses e onde a Casa de Brasileiro “é antes de tudo uma lição de afetos”.

A inauguração da exposição está agendada para as 16h00. Entrada livre.

Júlio de Matos nasceu em Braga. Desde muito jovem se interessa pela fotografia, pelo trabalho de laboratório a preto e branco, sendo-lhe encomendados retratos.
Em 1974, faz aprendizagem em Design Industrial, com Gerald Gulotta do Brooklyn Pratt Institute, NY, USA, no Industrial Design Workshop 74, organizado pelo FFE – Fundo de Fomento de Exportação.
Em 1976 conclui o Curso Superior de Arquitectura na ESBAP – Escola Superior de Belas-Artes do Porto.
Júlio de Matos pôde aperfeiçoar os seus conhecimentos de fotografia ao ter-lhe sido concedida a ITT – International Fellowship, através do Fulbright-Hays Scholarship Program para estudos de pós-graduação no MFA in Photography Fine Art Program do RIT – Rochester Institute of Technology, Rochester, NY, USA, entre 1979/81, onde estudou com Charles A. Arnold Jr., Owen Butler, Bea Nettles, John Pfahl, Elliot Rubenstein, Richard D. Zakia, (…) .
Parte do seu trabalho inicial lida e explora as interligações entre a manualidade, as técnicas fotográficas e os processos fotográficos alternativos, com a visão, o conteúdo e o significado.
Realizou alguns projectos fotográficos, que resultaram das suas múltiplas viagens na Ásia, que evidenciam a sua preocupação com a sobrevivência e extinção de culturas ancestrais.
Mais recentemente a série fotográfica “Flat Water”, realizada no Norte de Portugal, lida com intervenções digitais como um meio para questionar a aparente tri-dimensionalidade da Paisagem na prova fotográfica.
No seu trabalho “Diário de Viagem – No Caminho de Santa Fe”, (New Mexico. USA, 2012) realizada numa deslocação de âmbito pessoal ao Novo México, explora a relação texto/imagem, desde a narração à metáfora. Em 2016, no mesmo espírito enceta as “Crónicas de Ronci”.
Júlio de Matos está ainda representado nas coleções de museus de todo o mundo, tendo participado em diversas exposições coletivas e individuais.
Do seu currículo faz ainda parte a vertente do ensino, publicações na área da fotografia e participação em diversas conferências.Júlio de Matos nasceu em Braga. Desde muito jovem se interessa pela fotografia, pelo trabalho de laboratório a preto e branco, sendo-lhe encomendados retratos.
Em 1974, faz aprendizagem em Design Industrial, com Gerald Gulotta do Brooklyn Pratt Institute, NY, USA, no Industrial Design Workshop 74, organizado pelo FFE – Fundo de Fomento de Exportação.
Em 1976 conclui o Curso Superior de Arquitectura na ESBAP – Escola Superior de Belas-Artes do Porto.
Júlio de Matos pôde aperfeiçoar os seus conhecimentos de fotografia ao ter-lhe sido concedida a ITT – International Fellowship, através do Fulbright-Hays Scholarship Program para estudos de pós-graduação no MFA in Photography Fine Art Program do RIT – Rochester Institute of Technology, Rochester, NY, USA, entre 1979/81, onde estudou com Charles A. Arnold Jr., Owen Butler, Bea Nettles, John Pfahl, Elliot Rubenstein, Richard D. Zakia, (…) .
Parte do seu trabalho inicial lida e explora as interligações entre a manualidade, as técnicas fotográficas e os processos fotográficos alternativos, com a visão, o conteúdo e o significado.
Realizou alguns projectos fotográficos, que resultaram das suas múltiplas viagens na Ásia, que evidenciam a sua preocupação com a sobrevivência e extinção de culturas ancestrais.
Mais recentemente a série fotográfica “Flat Water”, realizada no Norte de Portugal, lida com intervenções digitais como um meio para questionar a aparente tri-dimensionalidade da Paisagem na prova fotográfica.
No seu trabalho “Diário de Viagem – No Caminho de Santa Fe”, (New Mexico. USA, 2012) realizada numa deslocação de âmbito pessoal ao Novo México, explora a relação texto/imagem, desde a narração à metáfora. Em 2016, no mesmo espírito enceta as “Crónicas de Ronci”.
Júlio de Matos está ainda representado nas coleções de museus de todo o mundo, tendo participado em diversas exposições coletivas e individuais.
Do seu currículo faz ainda parte a vertente do ensino, publicações na área da fotografia e participação em diversas conferências.

PROGRAMAÇÃO PARALELA

No âmbito da programação paralela da exposição “[Lamego e as] Casas de Brasileiro”, o Museu de Lamego, em parceria com o Teatro Ribeiro Conceição, apresenta durante a Gala anual do Teatro, no próximo dia 23 de fevereiro, a partir das 21h30, a conferência “A dinâmica empresarial dos brasileiros de torna-viagem e o desenvolvimento de Lamego na 1ª metade do século XX”, pela investigadora Isilda Monteiro. No mesmo dia, a artista plástica Isabel Quaresma, que é também bisneta de Ribeiro Conceição, partilha as memórias do seu bisavô, através da apresentação do trabalho “Ensaio Tropical”, que culminará numa instalação com o mesmo nome, em exposição no Museu de Lamego no mês de março.

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