Conferência | «De Grão Vasco a André Reinoso» | Professor Vítor Serrão

Conferência de apresentação da Sala “André Reinoso”, pelo Professor Vítor Serrão, no Museu de Lamego, 27 de junho, pelas 15h30.

Dia 27 de junho, será apresentada, no Museu de Lamego a conferência «De Grão Vasco a André Reinoso. O Museu de Lamego, uma sublime coleção de pintura entre o renascimento e o barroco», pelo professor Vítor Serrão.

Com o objetivo de chegar a um maior número de participantes, a conferência será transmitida em “streaming”, a partir da página de facebook do Museu de Lamego.

Iniciado em 2017, com a apresentação do renovado salão nobre, onde atualmente se encontra reunida a coleção de pintura europeia, o programa de reformulação da exposição permanente do Museu de Lamego alastrou no ano seguinte à sala dedicada ao pintor André Reinoso, permitindo reunir, no mesmo espaço, o conjunto de perto de duas dezenas de pinturas atribuídas a este autor e/ou sua oficina.

Com o objetivo de melhor conhecer e de contextualizar a obra deste pintor, o Museu de Lamego vai receber a conferência De Grão Vasco a André Reinoso. O Museu de Lamego, uma sublime coleção de pintura entre o renascimento e o barroco, pelo professor e historiador de arte, Vítor Serrão, especialista no estudo deste autor, ainda pouco reconhecido, apesar do papel decisivo que teve na renovação da pintura portuguesa, no século XVII.

Numa coleção que é célebre pelas pinturas de Grão Vasco, a conferência será também uma oportunidade para revisitar outros pintores dos séculos XVI e XVII representados no museu, numa tentativa de afirmação de que há «muito mais para além de Grão Vasco no Museu de Lamego».

Resumo da comunicação:

Vítor Serrão

“Em termos de pintura portuguesa antiga, o Museu de Lamego é, por certo, o detentor de um dos mais importantes acervos nacionais. Mas a justeza desse epíteto não se restringe à presença das cinco soberbas tábuas renascentistas de Vasco Fernandes, o Grão Vasco, que pertenceram (como há um século provou Vergílio Correia) ao antigo retábulo-mor da Sé (1506-1511). No que respeita aos séculos XVI e XVII, a pinacoteca do Museu expõe também obras de outros pintores activos na Beira Alta durante o Renascimento, o Maneirismo e o Proto-Barroco. O facto de Lamego ter sido sede de um bispado muito empreendedor e de aí existir também um mecenato culto, de gosto actualizado, explica a presença e actividade de bons pintores como o viseense António Vaz (discípulo de Grão Vasco), os maneiristas Bastião (ou Sebastião) Antunes, António Leitão, Gonçalo Guedes e António Vieira, e o Proto-Barroco de início do século XVII, onde se integram duas dezenas de belíssimas peças devidas ao lisboeta André Reinoso (c. 1590-c.1650), o melhor pintor nacional dessa corrente. Reinoso, artista famoso no seu tempo, tinha raízes lamecenses e mostra-se sempre muito influenciado pelos novos modelos do naturalismo sevilhano (Zurbarán e Juan de Roelas) e do tenebrismo castelhano (Juan Bautista Maino). São testemunhos pictóricos como estes que impõem o Museu de Lamego como visita obrigatória.”

Para visualizar a conferência, clique na imagem.

Consulte a apresentação do professor Vítor Serrão aqui.