INventa MUSEU 7 destaca coleção de fotografia “Mascarenhas Gaivão”

Abrangem um século de produção fotográfica. São cerca de 2500 imagens, avulsas ou integradas em álbuns, datadas de 1847 até meados do século XX. Reúnem um leque de autores portugueses, profissionais ou amadores, dos mais conhecidos deste período, sem esquecer a presença de franceses, ingleses, alemães, entre outros. Esta é a coleção de fotografia da família duriense Mascarenhas Gaivão que deu origem a 4 exposições, 13 vezes patentes ao público em 3 países de 2 distintos continentes e 3 catálogos publicados, a que se junta agora a INventa MUSEU 7.

Canal de comunicação privilegiado da secção de inventário do Museu de Lamego, esta edição marca o fim do depósito temporário no museu do espólio fotográfico “Mascarenhas Gaivão”, que se revelou ao longo dos últimos cinco anos uma grande surpresa.

Além de ser muito raro encontrar de uma só vez mais de 2000 provas em bom estado da atividade fotográfica no século XIX, neste conjunto é possível encontrar todos os principais processos fotográficos da fase não industrial da Fotografia, com exceção dos calotipos. Desde os daguerreótipos (assinados e datados) de 1847 até à década de 50 do século XX, há mais de 100 anos de atividade fotográfica, com destaque para o retrato, mas também fotografia de paisagem, documental, social e etnológica, património cultural e histórico.

Entre os 17 álbuns desta coleção, destaque para aquele que contem as fototipias que ilustram a via férrea do Douro e do Minho, no ano de inauguração da primeira, algumas delas desconhecidas até agora e que deram origem a “Caminhos do Ferro e da Prata” a mais itinerante das exposições que saíram deste projeto do Museu de Lamego de resgatar, através da fotografia, a memória do Douro e das suas gentes e costumes.

A pluralidade, profundidade e riqueza deste espólio atribuem-lhe um cunho particular e de grande importância, quer ao nível da quantidade e da qualidade dos espécimes, quer da diversidade de tipologias, cronologia abrangente e número de fotógrafos representados. Tudo isto reunido agora no número 7 da INventa MUSEU que, desde o seu lançamento, em 2015, já passou pelo estudo do “Auto de Contas da Mitra de Lamego: 1735-1736”, da “Cruz relicário Indo-portuguesa”, da “Bíblia de Lamego”, dos medalhões de cera do retábulo relicário de São João Evangelista e, na fotografia, com ”A Criança, o Brinquedo e o Jogo”, o espólio fotográfico do Monsenhor Correia de Noronha e agora a coleção “Mascarenhas Gaivão”.

Há três anos online, a revista “INventa Museu” tornou-se já uma “montra” para o trabalho realizado em contínuo pela Secção de Inventário do Museu de Lamego, partilhando de forma aberta e abrangente, com investigadores e público em geral, não só as coleções do museu, mas igualmente o conhecimento produzido pelo seu estudo, como base fundamental para o seu inventário.

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