Museu e Santa Casa da Misericórdia unem-se na salvaguarda do património

No arranque de 2019, a multipremiada campanha de mecenato “Conhecer Conservar Valorizar” entra numa nova fase e pela primeira vez “convida” uma instituição a unir esforços na salvaguarda do património. Nos 500 anos da Santa Casa da Misericórdia de Lamego o Museu de Lamego desafia a primeira instituição com fins assistenciais e caritativos fundada na cidade a unir-se na campanha de angariação de fundos, que pretende devolver à fruição pública uma herança comum: duas esculturas que outrora integraram o recheio da antiga igreja da Misericórdia de Lamego.

Destruída na sequência do grande incêndio que em 1911 devorou a rua de Almacave, diversas obras de arte acabariam por recolher ao Museu de Lamego, quando este foi criado em 1917. Entre elas, a pintura da “Visitação”, da autoria do pintor lisboeta Pedro Alexandrino, e duas pinturas e duas esculturas alusivas a episódios da Paixão de Cristo. Se as duas pinturas, “Jesus e a cana verde” e “Jesus atado à coluna” foram alvo de um tratamento conservação e restauro entre 2016 e 2017, no âmbito do projeto “Conhecer Conservar valorizar”, a mesma sorte não tiveram as esculturas. A necessitar de uma intervenção urgente, o Museu de Lamego e a Santa Casa da Misericórida juntam-se num projeto onde todos podem ser mecenas, sob o mote “a sua contribuição, seja qual for o valor, constitui uma contribuição valiosa”.

À escala real, as duas esculturas, datadas da segunda metade do século XVI, representam a “Flagelação de Cristo” e “Ecce Homo”. Nas reservas do Museu de Lamego, praticamente desde que integraram a sua coleção, têm agora uma oportunidade de regressar à exposição permanente do Museu de Lamego.

Esta é apenas uma de várias iniciativas que ao longo de 2019 o Museu e a Santa Casa da Misericórdia de Lamego vão lançar em conjunto.

Saiba como pode ser MECENAS…