Perfumadores

Lisboa, século XVIII (inícios)

Marcas: L, de Lisboa; TC, do ourives Tomás Correia

Prata dourada, fundida, relevada e cinzelada.

Proveniência: Antigo Paço Episcopal de Lamego

Invs. 178-181 

Os perfumadores são recipientes destinados a queimar ervas aromáticas. Fazem parte de um conjunto de altar, constituído por 24 peças constituído, para além dos perfumadores (pivetes ou piveteiro), de um crucifixo e seis castiçais, três sacras, caldeirinha e respetiva hissope, naveta e colher, um purificador e palmatória.

A encomenda deste conjunto, ao ourives lisboeta Tomás Correia, deve datar da presença de D. Nuno Alvares Pereira de Melo (1710-1733) à frente da diocese de Lamego.

Na conceção geral dos objetos é visível a adoção de uma linguagem de relativo despojamento decorativo, com recurso a frisos de godrões e enrolamentos de acanto a percorrer superfícies lisas, que caraterizou a ourivesaria portuguesa de transição do século XVII para o XVIII.