Sucessos e agruras de brasileiros de torna-viagem no museu

No âmbito da programação paralela da exposição “[Lamego e as] Casas de Brasileiro”, no próximo dia 30 de março, às 15h30, o Museu de Lamego junta em mesa-redonda três comunicações, num registo informal, sobre brasileiros de torna-viagem com ligação à cidade de Lamego. Porque nem sempre a passagem pelo Brasil foi sinónimo de sucesso…

“Sucessos e agruras de brasileiros de torna-viagem” será um momento de partilha em torno de experiências menos bem sucedidas em terras de Vera Cruz, pelo professor Joaquim Melo, a partir de episódios narrados de um manuscrito deixado por Joaquim Afondo Vellado, irmão daquele que viria a ser o Visconde do Freixo, durante a sua estadia no Brasil, lançando ao mesmo tempo um duplo olhar sobre Alexandre Herculano Rodrigues, proprietário da Quinta da Vista Alegre, em Lamego, que integra a exposição de fotografia patente no museu “[Lamego e as] as Casas de Brasileiro”.

Se por um lado a investigadora Fernanda Maia vai debruçar-se sobre a forma como Lamego esteve, com Alexandre Herculano Rodrigues, no centro das relações luso-brasileiras, a partir do momento em que entre 1930 e 1940, já a partir da sua Quinta da Vista Alegre, acolheu inúmeros “visitantes ilustres”, destacados vultos intelectuais e políticos brasileiros, o colaborador do museu Rui Albuquerque irá fazer um ensaio sobre a vida do comendador a partir de alguns documentos originais pertencentes ao espólio do próprio Herculano Rodrigues, que este deixou ao primo Ângelo Quintela, que por sua vez era bisavô de Rui Albuquerque. Fotografias, notícias de jornal, documentos pessoais, correspondência, estórias da tradição oral da família, serão pela primeira vez divulgados, num outro olhar sobre este emigrante de sucesso no Brasil.

Entrada livre.

PROGRAMA | 30 de março | 15h30

Lamego no centro das relações Portugal-Brasil com Alexandre Herculano Rodrigues | Fernanda Maia

Alexandre Herculano Rodrigues. Breve viagem à memória oral e documental | Rui Albuquerque

Agruras de um português no Brasil de 1820 a 1832 | Joaquim Melo